Esta foi a exclamação de Antônio Muniz de Souza quando em fevereiro de 1828 subiu de canoa o rio Paraíba e avistou as belezas naturais de uma terra que ficaria conhecida como a "Nova Terra da Promissão", uma alusão à promessa de Deus ao povo eleito. O desbravamento da região deu-se por meio do mineiro José de Lanes Dantas Brandão por volta do ano de 1840 ao fundar a Fazenda do Limoeiro a quatro quilômetros da atual cidade de Itaperuna. A denominação "Itaperuna" foi escolha do Dr. Francisco Portella que como médico da Prefeitura de Campos e depois presidente da Estrada de Ferro Carangola tinha contato com a região desde 1871. O nome "Ita” em tupi-guarani significa pedra, “una” preta, “per” caminho; o que vem a ser o Caminho da Pedra Preta. Outra versão da origem do nome diz: - i-taipiira-una (anta preta, com o "i" provavelmente eufônico) que significa "O Lugar da Anta Preta".
Em 24 de novembro de 1885 por decreto de nº 2.810, eleva a freguesia de Nossa Senhora da Natividade de Carangola (um dos primeiros nomes da cidade) à categoria de Vila de Itaperuna. Outro fato marcante na história da cidade acorreu em 1889 quando o então Presidente da Província, Conselheiro José Bento Araújo autorizou a eleição da primeira Câmara Municipal em 10 de maio, ou seja, seis meses antes do Marechal Deodoro jogar por terra a monarquia agonizante.

A cultura cafeeira foi um grande destaque na economia da cidade por mais de quatro décadas, tornando-a em 1927 a maior produtora nacional. Mas a crise do café nas décadas de 20 e 30 levou os produtores ao desenvolvimento de uma agricultura variada, pecuária, indústria e o comércio. Hoje passados mais de cem anos de sua fundação, o município é destaque como um dos maiores pólos comerciais e pecuários da região noroeste do Estado do Rio de Janeiro e estados vizinhos como Minas Gerais e Espírito Santo. E a cada passo empreendido, temos a certeza de caminharmos rumo a Terra da Promissão.